Imagem 1:
Nesta primeira foto, fui transportada imediatamente para o palco de um teatro abandonado. Existe uma atmosfera dramática, quase como um cenário de O Fantasma da Ópera, onde a edição foi essencial para construir esse mistério. Sinto que, se o enquadramento tivesse cortado um pouco mais da parte superior e evitado os elementos em primeiro plano que nos puxam de volta para a "realidade" do objeto, a imersão seria melhor construida. Ainda assim, a composição é curiosa e dialoga muito bem com a ementa.
Imagem 2:
Aqui, percebo talvez a intenção de projetar a estética de um edifício brutalista. O uso do tijolo para mimetizar um provavel edificio é um caminho interessante, mas senti que as proporções acabaram revelando a natureza da foto. A impressão de que o objeto está "perto demais" ainda se mantem, e a edição que funcionou tão bem na primeira imagem aqui acabou evidenciando mais o material do que o "lugar" pretendido. Talvez uma mudança de ângulo ajudasse na composição.
Imagem 3:
Esta é, sem dúvida, a minha preferida. Ela consegue criar um lugar de forma muito convincente: parece uma fonte de água ou uma estrutura de infraestrutura urbana de grande escala. O que mais me agrada é como a ausência da figura humana, em vez de esvaziar a cena e apenas um pré-requisito para a ementa, acaba acentuando a sensação de imensidão. O ângulo escolhido e o jogo de luz e sombra no reflexo da água casaram perfeitamente com a proposta, provando o olhar detalhista da colega.
No geral, o conjunto é muito coerente. É gratificante ver como a Isabela subverteu o óbvio e transformar objetos comuns e espaços inusitados em narrativa.
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